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PC Gamer: como escolher a configuração ideal para os seus jogos usando a regra da folga

Wendell Nunes Publicado por: Wendell Nunes

11 de outubro de 2026

PC Gamer: como escolher a configuração ideal para os seus jogos usando a regra da folga

Existe uma regra simples que usamos na DELLINFO para dimensionar um PC Gamer: o nível máximo de qualidade gráfica de um jogo, o Ultra, deve ser o mínimo que o computador entrega. Em vez de comprar uma máquina que roda os jogos de hoje no limite, a ideia é comprar uma que os rode no topo com sobra, para que os jogos mais pesados dos próximos anos ainda caibam no preset Alto, sem trocar peças. Neste artigo, transformamos essa regra em contas, com dados medidos de placas de vídeo, memória e processadores, e mostramos onde ela funciona muito bem e onde ela exige cuidado.

A ideia por trás da folga: o orçamento de cada quadro

Um jogo precisa entregar quadros dentro de um tempo fixo, que depende da taxa de atualização do monitor. A conta é 1.000 milissegundos divididos pelos quadros por segundo:

  • 30 quadros por segundo: 33,3 ms por quadro
  • 60 quadros por segundo: 16,7 ms
  • 100 quadros por segundo: 10 ms
  • 144 quadros por segundo: 6,9 ms
  • 240 quadros por segundo: 4,2 ms

Dentro desse tempo, o processador prepara o quadro e a placa de vídeo o desenha. Se qualquer um dos dois estourar o orçamento, o quadro atrasa e o jogador sente. É por isso que a taxa média de quadros é apenas parte da história: o que dá a sensação de travada são os quadros mais lentos, medidos pelos chamados 1% lows. Ter folga significa que, mesmo nos momentos mais pesados do jogo, a máquina ainda cabe dentro do orçamento.

A folga tem também um efeito de longo prazo. Veja um modelo com números hipotéticos, para ilustrar a lógica e não como previsão. Um PC que entrega 100 quadros por segundo em Ultra, com meta de 60, tem folga de 67%. Se jogos futuros forem 30% mais pesados, a máquina cai para 70 quadros por segundo no mesmo preset, ainda acima da meta. Se, além disso, o jogador reduzir o preset de Ultra para Alto, o ganho típico medido pelo TechSpot em jogos testados foi de 15% a 25%, o que levaria o resultado a cerca de 84 quadros por segundo com 20% de ganho. Um PC dimensionado no limite, com 60 quadros por segundo em Ultra hoje, cairia para 42 no mesmo cenário, e subiria para 50 em Alto, ficando abaixo da meta. A regra da folga é, portanto, um seguro contra o aumento natural de exigência dos jogos.

Primeiro passo: defina o alvo, que é resolução mais taxa de quadros

A configuração ideal começa pelo monitor, e não pela placa de vídeo. Dois números fecham o alvo: a resolução e a taxa de atualização. Segundo a pesquisa de hardware da Steam de maio de 2026, reportada pela GameStar, cerca de 52% dos jogadores usam 1920 por 1080, 21,2% usam 2560 por 1440 e cerca de 5% usam 4K. A pesquisa é voluntária e reflete o público da Steam, mas indica onde está a maioria.

O custo de cada resolução é a quantidade de pixels que a placa de vídeo precisa desenhar. Full HD tem 2.073.600 pixels, a resolução 2560 por 1440 tem 3.686.400, ou 78% a mais, e 4K tem 8.294.400, quatro vezes o Full HD. Mas o desempenho não cai na mesma proporção, porque parte do trabalho do quadro não depende da resolução. Nos testes da Tom's Hardware com a RTX 5070 em Ultra, a taxa média foi de 132,6 quadros por segundo em Full HD, 96,4 em 1440p e 54,3 em 4K. Isso significa queda de 27% ao passar para 1440p e de 59% ao passar para 4K. Portanto, subir de Full HD para 1440p custa bem menos do que a contagem de pixels sugere, e subir para 4K custa muito.

A taxa de atualização define o quanto de quadros vale a pena entregar. Como mostramos no review do monitor LG UltraGear 27G411B, um painel de 144 Hz só mostra seus benefícios se a máquina entregar perto de 144 quadros por segundo. Quem tem monitor de 60 Hz não ganha nada acima de 60 quadros, exceto folga.

O que os testes mostram: margem de cada placa sobre a meta de 60 quadros em Ultra

A Tom's Hardware atualizou em junho de 2026 sua hierarquia de placas de vídeo, com testes em Ultra e sem upscaling nem geração de quadros, em uma plataforma com Ryzen 7 9800X3D, que elimina o gargalo do processador. O resultado é a média geométrica de 11 jogos, entre eles Black Myth: Wukong, Alan Wake II, Cyberpunk 2077 e Indiana Jones. Abaixo, calculei a margem sobre a meta de 60 quadros por segundo (taxa média dividida por 60, menos 1). Uma margem de 30% corresponde a 78 quadros por segundo.

Placa de vídeo MSRP (US$) Full HD Ultra 1440p Ultra 4K Ultra RTX 5090 1.999,99 203,8 (+240%) 167,3 (+179%) 110,8 (+85%) RTX 5080 999,99 166,9 (+178%) 128,3 (+114%) 77,4 (+29%) RTX 5070 Ti 749,99 155,4 (+159%) 116,8 (+95%) 68,6 (+14%) RX 9070 XT 599,99 156,6 (+161%) 116,5 (+94%) 65,8 (+10%) RX 9070 549,99 140,9 (+135%) 104,0 (+73%) 57,7 (-4%) RTX 5070 549,99 132,6 (+121%) 96,4 (+61%) 54,3 (-10%) RTX 5060 Ti 16 GB 429,99 105,2 (+75%) 73,4 (+22%) 40,2 (-33%) RX 9060 XT 16 GB 349,99 98,3 (+64%) 67,3 (+12%) 35,2 (-41%) RTX 5060 299,99 88,5 (+48%) 59,8 (0%) 21,8 (-64%)

Lendo a tabela com a regra da folga de 30% (78 quadros por segundo ou mais):

  • Full HD: a RTX 5060 já atende, com 88,5 quadros por segundo, ou 48% de folga sobre 60. É o ponto de partida da regra neste alvo.
  • 1440p: é preciso subir para a faixa da RTX 5070 e da RX 9070, com 96,4 e 104 quadros por segundo. A RTX 5060 Ti de 16 GB, com 73,4, fica perto, mas abaixo da folga de 30%.
  • 4K: só a RTX 5080, com 77,4 quadros por segundo (praticamente os 78), chega perto da margem, e a RTX 5090 passa dela com folga. Placas abaixo disso exigem upscaling ou redução de preset.

Para monitores de 144 Hz, a conta é mais dura. Em Full HD Ultra, apenas a RTX 5080 (166,9) e a RTX 5090 (203,8) têm folga clara sobre 144 quadros por segundo. A RTX 5070 Ti e a RX 9070 XT, com 155,4 e 156,6, ficam 8% e 9% acima. Na prática, o jogador de 144 Hz combina duas estratégias: Ultra em jogos de campanha, onde 80 a 100 quadros bastam, e presets mais leves em jogos competitivos, onde cada quadro conta. Como são médias de 11 jogos, jogos leves como Counter-Strike 2 ficam muito acima dela, e os mais pesados ficam abaixo.

Cuidado 1: a média esconde os jogos mais pesados e o ray tracing

A média geométrica mistura jogos leves e pesados. Em ray tracing, que traça a luz de forma física e pesa muito mais, os números caem bastante. Na hierarquia de ray tracing da mesma publicação, com 8 jogos, a RTX 5070 faz 74,1 quadros por segundo em Full HD e 51,5 em 1440p, contra 132,6 e 96,4 no raster. A RTX 5060 faz 40,9 e 24,6, contra 88,5 e 59,8. As suítes de jogos são diferentes entre as duas medições, então a comparação é aproximada, mas a ordem de grandeza é clara: o ray tracing em Ultra tira entre cerca de 40% e 65% do desempenho nas placas desta tabela. Portanto, quem quer Ultra com ray tracing precisa mirar uma faixa acima da indicada pela tabela de raster.

Cuidado 2: a memória de vídeo define se a placa envelhece bem

A VRAM é a memória da placa de vídeo, onde ficam texturas e geometria. Quando ela acaba, o jogo passa a buscar dados na memória do sistema, e a taxa de quadros despenca. Os dados da Tom's Hardware mostram isso com clareza. Em Full HD, a RTX 5060 Ti de 8 GB faz 100,4 quadros por segundo e a de 16 GB faz 105,2, uma diferença de 5%. Em 4K, a de 8 GB cai para 28,1 e a de 16 GB faz 40,2, ou seja, 43% a mais. Na RX 9060 XT, a diferença em 4K é de 19% (29,7 contra 35,2).

O mesmo padrão aparece em jogos específicos. No review do PC Gamer Aquario, citamos a análise do Club386, em que a RTX 5060 de 8 GB faz cerca de 29 quadros por segundo no Forza Motorsport em Full HD, enquanto a versão de 16 GB da RTX 5060 Ti fica cerca de 165% mais rápida. A leitura para a regra da folga é direta: a folga de GPU só vale se houver folga de VRAM. Placas de 8 GB cumprem a regra em Full HD hoje, mas têm o teto mais baixo quando os jogos pedem mais memória. O Steam Hardware Survey de julho de 2026 mostra o mercado se movendo nessa direção: placas com 16 GB chegaram a 25,90% e as de 8 GB estão em 25,32% na visão combinada, embora, só no Windows, 8 GB siga como a capacidade mais comum, com 33,20%.

Cuidado 3: o Ultra tem retorno decrescente

A regra da folga não diz para jogar sempre em Ultra, diz para ter um PC que o aguenta. A razão é que o Ultra costuma custar muito e mostrar pouco. O TechSpot comparou os presets em nove jogos com uma RTX 3080 em 4K, e o ganho de passar de Ultra para Alto ficou entre 5% e 47% em quadros por segundo, tipicamente de 15% a 25%, com diferença visual de pequena a negligenciável na maioria dos casos. O teste é de 2021, então os jogos e as predefinições mudaram, mas o princípio vale: o último degrau de qualidade é o mais caro. Por isso, a folga não é um convite a gastar sem critério, e sim a possibilidade de escolher o preset conforme o jogo, e não conforme a limitação da máquina.

O custo por quadro também cresce nas faixas altas. Dividindo o preço de lançamento sugerido pela taxa média em 1440p Ultra, a RTX 5060 sai a cerca de US$ 5,02 por quadro por segundo, a RX 9070 XT a US$ 5,15, a RTX 5070 a US$ 5,71, a RTX 5070 Ti a US$ 6,42, a RTX 5080 a US$ 7,79 e a RTX 5090 a US$ 11,95. Esses são preços americanos de lançamento e não representam o varejo brasileiro, onde impostos e câmbio mudam tudo, mas a tendência vale para qualquer preço: quanto mais perto do topo, mais caro cada quadro adicional.

O processador: o outro lado da balança

A taxa de quadros final é limitada pelo mais lento entre processador e placa de vídeo. Se o processador prepara no máximo 120 quadros por segundo em um jogo e a placa seria capaz de desenhar 150, o resultado é 120, e a folga da placa é desperdiçada. Esse efeito aparece mais em Full HD e em jogos competitivos, e some em resoluções altas, onde, segundo a Tom's Hardware, a placa de vídeo costuma ser o gargalo a partir de 1440p.

Os testes de GPU citados aqui usam o Ryzen 7 9800X3D, um processador de topo para jogos, justamente para isolar a placa. Com um processador mais modesto, os números reais podem ficar abaixo, sobretudo em Full HD. Segundo o Steam Hardware Survey de julho de 2026, na visão combinada, 27,85% dos jogadores têm processadores de 8 núcleos e 27,52% de 6 núcleos, o que mostra que 6 e 8 núcleos são as configurações mais comuns. Como discutimos no artigo sobre processador AMD ou Intel, os modelos X3D, da AMD, lideram em jogos com vantagem de até 30% sobre os Intel atuais, e as linhas Intel de muitos núcleos vencem em trabalho com muitos threads. Para um PC Gamer, o critério é escolher o processador que não limite a placa que você escolheu: em Full HD de alta taxa, vale priorizar o desempenho por núcleo e o cache.

Memória RAM e armazenamento

A memória do sistema também pesa na regra da folga. O TechSpot testou diversas capacidades com uma RTX 5090 e um Ryzen 7 9800X3D, em 4K, com navegador e Discord abertos. Em 11 jogos, 16 GB foi suficiente na maioria, e o Mafia: The Old Country foi a exceção, usando cerca de 20 GB e apresentando frames irregulares com 16 GB. Com 8 GB, o desempenho foi ruim em quase todos os jogos, com travadas. A conclusão da publicação é que 32 GB é o ponto ideal para jogadores, e que 16 GB é uma opção de orçamento enquanto os preços da memória estiverem altos.

Há uma interação importante com a VRAM. No teste com a Radeon RX 9060 XT no Spider-Man 2, a versão de 16 GB teve 35% mais quadros por segundo e 70% mais 1% lows que a de 8 GB com 16 GB de RAM do sistema. Subir a RAM para 32 GB melhorou os 1% lows da placa de 8 GB em mais de 60%. A recomendação da publicação é que quem tem placa de 8 GB use 32 GB de RAM para reduzir as travadas. Para a regra da folga, isso significa que 32 GB é a escolha segura. Em dual channel, como vimos no review da memória Corsair Vengeance, dois módulos dobram a banda de um só, e isso vale também no desktop.

No armazenamento, um SSD NVMe é o padrão. Como mostramos no artigo sobre SSD NVMe e SATA, o NVMe em PCIe 4.0 chega a cerca de 7,88 GB/s de teto teórico, contra 550 MB/s do SATA, o que reduz tempos de carregamento. Para jogos, o ganho tende a estar nas telas de carregamento e na leitura de dados em mundos abertos, e não na taxa de quadros.

Fonte e refrigeração: dimensione pela soma dos picos

A fonte deve cobrir a soma dos picos de processador e placa de vídeo com margem. Como mostramos no review do PC Gamer Aquario, somar o pico do processador, o consumo da placa e uma estimativa para o resto leva a 422 W em um conjunto com i9 e RTX 5060, que usa 145 W, ou 56% de uma fonte de 750 W. Manter a carga entre 40% e 60% da capacidade, faixa em que a eficiência é maior, é o critério que levou a esse dimensionamento. No review da Corsair RM750e, o HWBusters indica que esse modelo atende placas como a RTX 5070 e a 5070 Ti com uso moderado de processador. Em conjuntos com processadores de topo, que no teste de carga do processador do Club386 levaram o sistema a 362 W de pico, a conta precisa ser refeita com os picos reais das duas peças.

Quanto à refrigeração, o consumo vira calor e exige um cooler à altura. Processadores de muitos núcleos pedem water cooler ou cooler de torre robusto, e o gabinete precisa de fluxo de ar frontal e traseiro.

Passo a passo para aplicar a regra

  1. Escolha o monitor: resolução e taxa de atualização. É o alvo de todo o resto.
  2. Defina a meta de quadros por segundo: 60 para campanhas, 100 ou mais para jogos de ação, 144 ou mais para competitivos.
  3. Aplique a folga: multiplique a meta por 1,3 e use o resultado como mínimo de média em Ultra.
  4. Procure a placa de vídeo cuja média em Ultra, na sua resolução, atinja esse valor. Se for jogar com ray tracing, suba uma faixa.
  5. Confira a VRAM: prefira 16 GB acima de Full HD e se pretende manter o PC por vários anos.
  6. Escolha um processador que não limite a placa, com atenção ao cache em Full HD de alta taxa.
  7. Monte com 32 GB de RAM em dual channel e SSD NVMe.
  8. Dimensione a fonte pela soma dos picos, mantendo a carga habitual perto da metade da capacidade.

Quando a regra deve ser flexibilizada

A regra funciona bem em Full HD e 1440p, onde a folga é acessível. Em 4K, ela só se cumpre com as placas mais caras da tabela, e a diferença de preço entre a RTX 5080 e a RTX 5070 Ti é de US$ 250 de lançamento para cerca de 9,8% mais quadros em 1440p (128,3 contra 116,8). Nesses casos, usar upscaling e geração de quadros ajuda, mas tem custo: nos testes do Club386 citados no review do Aquario, a geração de quadros comum aumenta a latência em 20% a 23% e os modos de multiplicação, em 35% a 38%. Os números da Tom's Hardware não incluem essas tecnologias, então a folga que elas dão é adicional e deve ser tratada como reserva, e não como base do dimensionamento.

Há ainda os jogadores que trocam de máquina a cada dois anos. Para eles, o dimensionamento no limite atual, com meta de 60 quadros em Ultra sem folga, pode ser mais econômico. A regra da folga compensa quem pretende ficar quatro anos ou mais com a mesma máquina.

Vale a pena aplicar a regra da folga?

Sim, com dois ajustes. A regra reduz o risco de a máquina ficar defasada cedo, dá liberdade para escolher o preset por jogo e protege contra a variação natural de peso dos jogos. Os ajustes são tratar ray tracing e 4K como casos à parte, em que a folga custa bem mais, e olhar a VRAM e a RAM junto da placa de vídeo, porque são elas que decidem se a folga de hoje continua amanhã. Em síntese, o PC Gamer ideal é o que roda o Ultra do seu monitor com sobra, e não o que roda o Ultra de qualquer monitor.


Fontes consultadas

  • Tom's Hardware, hierarquia de benchmarks de placas de vídeo, atualizada em junho de 2026 (médias em Full HD, 1440p e 4K em Ultra, hierarquia de ray tracing e metodologia sem upscaling)
  • TechSpot, "Ultra vs. High Settings in PC Games" (ganho de quadros ao reduzir o preset e diferença visual, 2021)
  • TechSpot, "How Much RAM Do I Need in 2026" (16 GB contra 32 GB em jogos, 8 GB, VRAM e RAM do sistema)
  • Hardware Busters, resumo do Steam Hardware Survey de julho de 2026 (VRAM, núcleos de processador e GPUs mais usadas)
  • GameStar, pesquisa de resolução do Steam de maio de 2026 (participação do Full HD, 1440p e 4K)
  • Tom's Hardware, "Intel vs AMD: Which CPUs Are Better in 2026?" (vantagem do X3D em jogos e gargalo de GPU em resoluções altas)
  • Club386, review do Core Ultra 7 270K Plus (pico de consumo do sistema) e análise da RTX 5060 (VRAM e custo da geração de quadros), conforme citados nos artigos anteriores do blog
  • Hardware Busters, review da Corsair RM750e (compatibilidade com RTX 5070 e 5070 Ti)

Fontes da imagem: https://www.magnific.com/

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